Sobre

Ser poliglota de si mesmo: Criar é tornar o conhecimento singular

Um projeto sobre repertório, ecologia do conhecimento, letramento tecnológico e autonomia intelectual.

Vivemos uma época de abundância de informação e escassez de atenção. Nunca tivemos acesso a tanta informação. Ao mesmo tempo, raramente dependemos tanto de sistemas automatizados para decidir o que lemos e aprendemos.

Criar é o momento em que aquilo que conhecemos deixa de ser apenas influência e passa a carregar nossa própria identidade.

Este projeto é um convite para transformar conhecimento em pensamento próprio e autoria. Uma pergunta orienta esse percurso:

Quando uma ideia deixa de ser apenas uma referência e passa a carregar a nossa própria assinatura?

A resposta começa pelo repertório, passa pela aprendizagem e culmina na autoria.

O repertório amplia as possibilidades de conexão entre ideias. Vai além do que é reconhecido academicamente, incorporando saber popular, herança cultural e conhecimentos acumulados ao longo do tempo. Toda criação começa pelas referências que reunimos.

Mas reunir referências não basta. A aprendizagem depende de condições que vão além do acesso à informação. É aqui que entra a ecologia do conhecimento. Curiosidade, tempo livre da urgência constante, contato com pessoas e ideias diferentes das nossas, além do ambiente em que vivemos, influenciam esse processo. Entre essas condições, a saúde cognitiva ocupa um lugar central. Atenção, leitura, imaginação, movimento, descanso, relações humanas e contato com diferentes formas de conhecimento sustentam nossa capacidade de aprender e criar.

Aprender, hoje, também significa compreender a tecnologia que media parte da nossa relação com o conhecimento. Por isso, o letramento tecnológico permite entender como ferramentas digitais e sistemas de inteligência artificial ampliam nossas capacidades, mas também influenciam nossa percepção da realidade.

Quando repertório cultural, aprendizagem continuada e letramento tecnológico passam a dialogar, surge a autonomia intelectual. É ela que nos permite deixar de apenas reproduzir ideias para orientar nossas escolhas e criar algo que carregue nossa própria assinatura.


Quem

Charles Cadé – Apenas o sol esquenta minha cabeça: tenho o corpo solto, mente aberta e espírito livre. Sou pé no chão, gosto de praticar atividade física ao ar livre.

Dou muito trabalho. Minhas múltiplas formações garantem meu pão (integral) e leite (vegetal). Tenho 4 graduações (entre elas gestão ambiental), dois MBAs (gestão de projetos e gestão ambiental) e mestrado em culturas midiáticas.

Mantenho os olhos abertos para descobrir lugares, experiências, conhecimentos, culturas e seres de outro mundo que aqui habitam. Cada encontro me aproxima de quem sou.

Na mochila, carrego garrafa d’água, atlas, ingresso para cinema, livro e fone de ouvido. Essa é a vida que levo.